Sobre nós

OBIAH

Grupo Transdisciplinar de Estudos Interculturais da Linguagem

Universidade Federal de Goiás

O OBIAH Grupo de Estudos Interculturais da linguagem dedica-se a estudar comunidades linguístico-culturais minorizadas, a partir do comportamento sociolinguístico e étnico-cultural, com o objetivo de propor ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos membros das referidas comunidades, pois só acreditamos em uma ciência que tenha por meta "a melhoria da qualidade de vida dos seres humanos" (P. F.). Pretendemos congregar nesse Grupo, linguistas, antropólogos, sociólogos, historiadores, geógrafos, psicólogos e docentes que atuem nas citadas áreas.

As pessoas interessadas em participar do Grupo devem entrar em contato conosco, através do e-mail , apresentando uma justificativa de seu interesse no grupo e sua disponibilidade de tempo para estudo e para os encontros de discussão. 

 

Nossos utilizadores

Profissionais e estudantes da educação, em geral, pesquisadoras/es da área de Ciências Humanas e Sociais.

História do Projeto

Este projeto sistematiza resultados dos trabalhos do Núcleo de Estudos da História Linguística de Goiás (NEHLGO), no curso dos projetos "Estudo da fala goiana" (encerrado / acesse relatório final no blog), "Das trilhas do ouro aos trilhos de ferro: entrada e difusão da língua portuguesa em Goiás"  (encerrado / acesse relatório final no blog) e "Ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa em uma perspectiva sociohistorico-cultural" (em andamento); e nos trabalhos realizados no Curso de Licenciatura Intercultural de Formação Superior Indígena (CLIFSPI), da UFG. 

 

Origem do nome

O termo Obeah, Obiah ou Obia pode ser usado como adjetivo, e Obe ou Obi como substantivo.  Assim, os homens e mulheres Obiah são os praticantes do Obi.

Provável etimologia do termo: "na língua egípcia, a serpente era chamada Ob ou Aub"; e "Obion ainda é o nome egípcio para serpente."

"Moisés, em nome de Deus, proíbe os israelitas até mesmo de perguntar sobre o demônio Ob, que é traduzido em nossa Bíblia como encantador ou mago, divinator aut sortilegus."; "A mulher de Endor é chamada Oub ou Ob, significando pitonisa, e Oubaios (citado de Horus Apollo) era o nome do basilisco ou serpente real, emblema do sol, e uma divindade oracular ancestral africana." Entretanto, apesar da possível origem do termo ser egípcia, as evidências permitem inferir que estes cultos ofídicos africanos não são derivados dos cultos egípcios, mas são autóctones.

Em relatos como o do governador da então colônia britânica, o bucaneiro "sir" Henry Morgan, são mencionados "cultos africanos, perpetrados pelos negros, que podem causar a morte de feitores de escravos e senhores muito cruéis".

A religião, por sua vez, tem suas raízes nos cultos fon ao Deus Serpente, entidade celestial, chamada de Damballah Weddo, no centro religioso de Ouidah, no antigo Daomé, atual Benin.

 

Referências

Joseph J. Williams, S.J.. Voodoos and Obeahs (em inglês). [S.l.: s.n.]. Cap. IV: Origins of Obeah, pg. 109-110

Joseph J. Williams, S.J.. Voodoos and Obeahs (em inglês). [S.l.: s.n.]. Cap. I: African Ophiolatry, pg. 3-4

"Obeah: its origins" em "World's Sacred Texts"

Joseph J. Williams, S.J.. Voodoos and Obeahs (em inglês). [S.l.: s.n.]. Cap. II: Serpent Cult at Whydah

Joseph J. Williams, S.J.. Voodoos and Obeahs: Phases of West India Witchcrafs (em inglês). 2 ed. Binghamton, N. Y., E.U.A: Dial Press Inc., 1932. em Voodoo and Obeahs Index (em inglês). Página visitada em 26-08-2009.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Obeah#cite_note-0

 

Em José Jorge de Carvalho (O quillombo do Rio das Rãs, 1996, p. 18 e na nota 6 p. 238), encontra-se em uma narrativa sobre o povo Saramacá do Suriname, a menção sobre o obeah, com o sentido de poder mágico. Informa o autor que "obeah é termo difundido em todo o Caribe de língua inglesa e holandesa (o termo saramacá é óbia)". A motivação do nome do site vem do sentido dado ao termo pelo povo Saramacá, ou seja, poder mágico. Todavia, adotamos a pronúncia com alçamento da vogal média e com acento oxítono, isto é, a tônica recai na última sílaba, para distanciar da pronúncia resultante da interferência das línguas dos exploradores ingleses e holandeses.